O Instituto Penso
O Instituto Penso nasceu da união de dois campos que, durante muito tempo, pareciam pertencer a mundos diferentes: a Administração e a Psicanálise.
De um lado, a experiência com empresas, gestão, processos, organização, liderança e tomada de decisões. Do outro, a compreensão da pessoa, da mentalidade, das emoções, das crenças e dos mecanismos que muitas vezes atuam sem que percebamos.
Sou Maira Martins, fundadora do Instituto Penso, administradora de empresas, professora de Administração e psicanalista clínica.
Ao longo da minha trajetória, esses dois caminhos deixaram de parecer distintos e passaram a fazer cada vez mais sentido juntos.
Porque empresas são estruturas, processos, números e decisões. Mas quem conduz tudo isso são pessoas. E pessoas não tomam decisões separadas daquilo que carregam internamente.
Exatas e Humanas caminham juntas, sim!
Foi nas consultorias empresariais que essa percepção começou a ganhar ainda mais força.
Tantas vezes atendi pessoas superengajadas em empreender, com ideias incríveis, superempolgadas e prontas para fazer acontecer. E, não raras vezes, desistiam do negócio, mudavam de atividade ou simplesmente se diminuíam, acreditando que aquele mercado estava saturado ou que determinada ideia não lhes traria rentabilidade.
E não estamos falando de situações em que, de fato, o mercado era saturado, mas do quanto as emoções podem fazer com que não acreditemos que somos bons o suficiente ou que, em questão de dias, a ideia que era brilhante e empolgante passe a não fazer sentido.
Em um cenário de empresas consolidadas, já vi o medo de crescer ser tão gigantesco que tomadas de decisão eram sabotadas por esse mesmo medo, ou mesmo adiadas, porém, totalmente inconscientes.
Ninguém, em sã consciência, costuma dizer: “Tenho medo de crescer.”
E quando as coisas não acontecem, “eu tinha razão”.
O que facilmente pode ser explicado porque o cérebro trabalha com a validação daquilo que está internalizado e registrado nele.
Logo, não dar certo pode ser quase como uma validação confortável do medo.
Validação do Método
Quem nunca passou por um pensamento como esse ou se viu em algum desses exemplos:
Eu sempre fui a(o) que vestiu a camisa.
Não me atraso, cumpro horários com responsabilidade.
Sempre me coloco disponível fora do horário.
Sempre fiz tarefas extra “para apoiar” a equipe.
Já treinei colegas sem exigir nada a mais por isso.
Já tomei a frente de ideias e projetos mesmo sem ter “o cargo que ocupa esse lugar”, porque eu queria ajudar para mostrar o que sei e para crescer.
A pessoa prestativa, embora muitas vezes fosse vista como a estressada do rolê ou até arrogante, metida e etc…
Eu, fundadora do Instituto, com o método que aplicamos, posso dizer: eu fui essa pessoa.
Ao sair do mundo corporativo, eu carregava experiência, conhecimento e resultados, mas havia chegado a um determinado nível de ganhos e de cargo que eu não conseguia ultrapassar.
Durante muito tempo, culpei as empresas, as lideranças e as circunstâncias. Eu não olhava para a minha própria limitação, só para aquilo que entreguei com dedicação por tantos anos.
Estou falando de algo diferente: eu estava me colocando como vítima, por trás da dedicação, e sequer percebia.
E não estou dizendo que empresas sejam perfeitas ou que não existam ambientes que realmente limitem oportunidades.
Quando eu “parei e olhei para a minha trajetória”, apliquei em mim mesma aquilo que tanto já havia estudado sobre a mentalidade. Comecei a enxergar crenças invisíveis, mecanismos de defesa e padrões que, até então, passavam despercebidos.
Inclusive, percebi que, às vezes, quando fui estressada ou arrogante por saber demais, eu estava me defendendo de coisas emocionais que eu nem conhecia em mim mesma. Das vezes em que escolhia “ser quieta”, o motivo era o mesmo: mecanismo de defesa.
Isso mudou a forma como eu compreendia a mim mesma, minhas escolhas e, principalmente, minha relação com crescimento.
E foi justamente quando comecei a compreender esses movimentos que tudo mudou.
Eu estava DECIDIDA a ser dona do meu próprio negócio, limpar as crenças de que CLT era mais seguro, de que concurso público seria a escolha perfeita, e admiti que eu tinha era medo de ser vista como tão inteligente e acabar empreendendo e dar errado.
Mais um mecanismo de defesa que me paralisava: “O que as pessoas podem pensar?”
E mesmo que consciente ou não, muitas vezes essa é uma das questões que mais nos trava. Mesmo que verbalizemos: “Não estou nem aí para o que os outros pensam.”
Decidir começar, decidir aparecer, fazer oferta… parecia assustador. Vieram mais sabotagens como: “Nada a ver gravar vídeos, nada a ver usar as redes sociais, não quero ser blogueirinha”…
Enfim, trabalho árduo para ultrapassar esses e tantos outros pensamentos que chegavam a apertar o peito.
Apliquei em mim mesma tudo que ensino hoje. Ter paz, não precisar ser guerreira e faturar mais que no mundo corporativo não é para poucos.
Só não alcança quem não DECIDE.
É possível quando nos tornamos adultos de nós mesmos e encaramos aquilo que não falamos em voz alta.
Nosso diferencial
O nosso diferencial está na forma como enxergamos o negócio.
Não acreditamos em uma relação distante entre quem contrata e quem é contratado.
Vemos muito, hoje em dia, em consultorias, mentorias e afins: questionários, vídeos, gráficos, planilhas e “cada um por si”.
Contratações de preço elevado sem sequer existir uma oportunidade real de interação, no máximo, “aulões” e reuniões em massa, com uma fala genérica para atender públicos grandes e entregar ao mesmo tempo para todo mundo.
Não estou dizendo que esse modelo não possa gerar resultado. E que encontros entre clientes não façam sentido, dali podem surgir trocas excelentes de negócio, inclusive.
Mas, no Instituto Penso, acreditamos em entregar uma solução e é imprescindível interagir e acompanhar uma construção. De pessoa para pessoa.
Se fortalecem com a troca.
Próximos passos ficam mais claros na conversa.
Confiança também se constrói com apoio.
Quem consegue ultrapassar o próprio ponto de partida sem conversar com alguém e sentir mais força, por trocar ideias, opiniões e pontos de alerta?
No Instituto Penso, trabalhamos com troca, proximidade e construção conjunta.
Nosso negócio e nosso emocional funcionam como um todo.
É por isso que não trabalhamos um sem olhar para o outro. Existe uma estrutura externa, formada por processos, organização, planejamento e direção.
E existe também a estrutura que sustenta todas as outras: as pessoas, suas histórias, a forma como lideram, se comunicam e tomam decisões.
Crescimento x Batalha
Crescimento depende de decisão, conhecimento sobre si e seu negócio, dedicação e esforço, sim.
Mas existe ainda uma crença sobre a forma como fomos ensinados a enxergar crescimento.
Quem nunca amou ouvir que era uma guerreira(o)?
A fala “bonita” de que “Deus ajuda quem cedo madruga”, de que “pra ser alguém na vida é preciso batalhar”.
Aprendemos por crença, por cultura e por sistema, que isso era verdade, mas não é!
Isso constantemente, sem percebermos, nos faz inclusive sentir culpa quando paramos para descansar, porque parece absurdo relaxar quando se tem ainda muitas coisas para fazer.
Nossas relações com o dinheiro, culturalmente, transformaram o dinheiro num vilão, quando, na verdade, é só o dinheiro.
Dinheiro não é sujo. Quando alguém ganha muito dinheiro e se torna “do mal”, “arrogante” ou “esquece dos pobres”, tem relação com as escolhas e perfil de cada pessoa e não com o dinheiro.
Fazer dinheiro não depende de batalha e/ou guerra, mas das nossas decisões e de como sentimos nosso merecimento.
Não é preciso lutar mais.
É preciso perceber, antes de tudo,
contra o que se está lutando.
Pessoas precisam de fortalecimento interno.
Negócios precisam de estrutura externa.
No Instituto Penso, trabalhamos os dois juntos.
